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sábado, 7 de março de 2009

O meu Carpe Diem



Me peguei meio frustrado, um dia desses.

Perguntando a mim mesmo por que aquele dia estava parado, sem graça, desimportante... se em muitos outros dias, tão iguais àquele, debaixo do mesmo céu e correndo com as mesmas horas, as coisas aconteceram tão diferentes.

Já tive dias tão intensos, com um monte de amigos por perto; dias bem vividos, sem que houvesse uma explicação pro meu sorriso; dias que simplesmente tinham uma energia ótima!

E naquele dia eu estava só, sem nada pra fazer que despertasse o meu interesse. Um dia sem nenhuma emoção. Que, à primeira vista, poderia ser deletado do calendário da minha vida sem prejuízo algum.

"Por que?", pensava. Nossa cultura veicula tanto um tal de carpe diem, que eu nunca entendi muito bem... em todo lugar encontro esse lema, associado a idéia de "viver como se não houvesse amanhã".

Na verdade, carpe diem é uma expressão em latim que significa "colha o dia". Colher o dia faz sentido; se não colhemos a fruta madura hoje, amanhã já não teremos mais essa possibilidade, pois ela estará podre. Todavia, se no futuro desejamos colher bons dias, temos de fazer uma boa semeadura agora mesmo! De graça já temos o sol e a chuva, o resto do trabalho precisa ser por nossa conta...

"Viva como se fosse o último dia". Honestamente, se hoje fosse verdadeiramente o último dia, você se daria o trabalho de semear qualquer coisa que fosse?

Nesse momento, o carpe diem fez sentido pra mim. É impossível, ridículo até, alimentar essa fantasia de viver todo dia como se fosse o último. A vida tem as suas horas de colheita; são as mais gratificantes, as mais felizes, os momentos bons, inesquecíveis. Sem dúvida.

Mas há colheita sem plantio?

Benditos sejam, então, os momentos "chatos", as entressafras da vida, se eles estiverem sendo empregados na semeadura de algo bom pro futuro. A vida nos impõe que façamos coisas nem sempre prazerosas, mas tudo tem um gosto melhor quando sabemos que aquilo será útil.

O meu carpe diem é fazer agora o que só pode ser feito agora.
Seja a hora boa, de desfrutar; seja a hora mais séria, de contruir;
já não faz tanta diferença.

Toda hora, porém, é hora de se viver.

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(obrigado a todos pela atenção, pelo interesse, pela curiosidade em acessar o Sem Delongas. Ele fica abandonado às vezes, tadinho... também tem suas entressafras! Hahah! ;)
Mas, se não se apaga, é graças a persistência de vocês, que vem visitá-lo!)

um beijo carinhoso no coração de cada um!

:)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

...mas não com essa farda


"Eu tentei fugir, não queria me alistar

Eu quero lutar, mas não com essa farda"



Chegou o ano em que eu devo me alistar.

Por lei, todo jovem que completa 18 anos deve servir a sua pátria...
Mas será que consideram que a única forma de se fazer isso é fardado?

Eu tenho um sonho. Quero estudar para ser diplomata, e servir a minha pátria nas mesas de negociação; em uma embaixada, em um consulado. Lutando em rodadas comerciais por acordos mais justos para nós, por menos subsídios dos países desenvolvidos. Buscando alternativas pacíficas para que a flor cinzenta da guerra não nasça outra vez.

Estarei cumprindo menos o meu dever cívico, por não estar usando uma boina?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Pesquisas Recentes

Sabem, viver é um barato. Discorde se eu estiver mentindo: a vida é tão versátil que podemos fazer dela o que quisermos. Vou dar alguns exemplos, para ser mais claro no que eu estou dizendo: é possível, se eu quiser, encarar a vida como um roteiro de cinema e todas as pessoas como personagens. Cada momento uma cena, cada lugar um cenário. É um modo de ver as coisas.

Há quem tenha uma personalidade sistemática e leve a vida como uma linha de produção: o tempo é separado metodicamente entre estudo, trabalho, vida social e necessidades fisiológicas. É um jeito racionalista de se pensar, mas funciona bem para algumas pessoas. Veja que há um contraste entre este estilo de vida e o primeiro; um é mais artístico, o outro mais funcional. Citei dois, de tantos milhões que existem...

Não posso dizer que um está certo e o outro não, ou que um é melhor que o outro. Na verdade, identifico em mim mesmo uma mistureba de "sistemas". Dentre os que em mim habitam, existe o Modo Pesquisador. Quando minha "chavinha" está posicionada nessa modalidade, vejo a vida como um imenso campo de pesquisa onde tudo é fascinante e cada momento é uma nova descoberta.

E nas minhas expedições pelos caminhos da existência, observei o seguinte: todo mundo, cedo ou tarde, tem a sensação de que "está faltando alguma coisa no mundo". É quando, de repente, parece que acabou o assunto da humanidade. O dia está sem graça, as pessoas estão sem vida, a comida está sem gosto, não dá vontade de fazer nada.

A palavra que melhor representa isso, na minha opinião, é apatia. Já passei por isso (às vezes ainda passo), e considero como uma das piores coisas que existem. Veja, estar apático é diferente de estar sofrendo. No segundo caso, existe um motivo que, sendo passageiro, uma hora vai embora e então voltamos ao normal (normal = vivendo naturalmente, sem grandes frustrações). Agora, estar apático é simplesmente não se interessar por nada, sem que haja uma causa. Pelo contrário: em tese, tudo está certo, não há nenhum problema em especial; mas o mundo parece sem graça.

Você reconhece a situação de que estou falando? E agora me diga: e quando você está numa vibe positiva, zen, e recebe um choque, ao chegar num lugar onde reina a apatia? A coisa meio que pega, né? Particularmente, gostaria muito de ter o dom que algumas pessoas têm, aquela espécie de luz-própria, capaz de curar as apatias por onde passam. Penso em "pesquisar" métodos para desenvolver isso em mim; mas aí já é história pra outro capítulo. No momento apenas compartilho minhas observações, e, se possível, uma dica: preste atenção ao redor, tente descobrir onde há apatia. Veja se por acaso, o Apathiae mosquitus também não te deu uma picadinha. Vamos unir esforços para manter o fogo do entusiasmo aceso, onde quer que estejamos.

Abraços!

domingo, 14 de setembro de 2008

Correspondência

Por onde anda você?

Em minha mochila ainda carrego os apetrechos comuns a nós dois. Nosso último ato corajoso foi retornar a esta selva para realizar as grandes experiências que planejamos. Naturalmente, viemos separados; não tinha como ser de outra maneira.

Os primeiros tempos já passaram, e me parece que as coisas estão dando certo. Estou cumprindo o dever que me foi dado, e sei que você, onde estiver, faz o mesmo. Porém, confesso que hoje me deu uma vontade de dar tudo no mundo para estar com você. Não precisa dizer; eu sei que não posso deixar a saudade roubar minhas forças. Prometo, prometo que vou caminhar com firmeza e não deixarei nada mal feito. Admiro você, por sempre ter tido essa serenidade tão maior que a minha, e mesmo tendo o direito de me tratar como um menino teimoso, ainda me entrega, em vez disso, um sorriso sincero com todo o amor que há no seu coração...

Acontece que eu tenho tanto pra te contar! Tenho certeza que você também tem muito a me dizer... queria apenas que não demorasse muito para chegar o instante que eu mais espero na vida: o de estarmos novamente reunidos, para jamais sentirmos outra vez a agonia da distância! Pois a verdade é que a vida, por mais que eu tente torná-la mágica, nunca será completa se você estiver longe.

Não existem atalhos, eu sei. E desta vez pode confiar em mim, que não hei de trazer-lhe decepção. Estou abastecido de coragem e de esperança, e da luta não irei me retirar enquanto houver alguém precisando de mim. O amor deixou de ser o motivo do meu fracasso e passou a ser a minha maior força inspiradora. Vê? Quando você aparecer, não será mais para me tirar do buraco.

Me despeço, com saudades que você nem pode imaginar. Mas com a esperança de nos vermos em breve!

do seu
Raul

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Que venha o próximo Posto de Queijo!

As férias estão chegando ao fim.

Isso era motivo de velório para mim, nos anos anteriores. É para todo mundo! Mas isso muda quando se está no seu último ano...

Sim, quando a escola terminar, nada mais vai ser como antes. QUE ÓTIMO! A vida é boa em movimento, vocês não acham? :D

Será que por acaso alguém aqui já leu "Quem Mexeu No Meu Queijo?"? É um livro fininho, divertido, e que vale a pena ler. Vou resumir a história, e quem se interessar, procure pelo livro, que não iá se arrepender!

Em um labirinto, viviam dois homenzinhos e dois ratinhos. A vida destas quatro personagens consistia em levantar-se todo dia de manhã, calçar os tênis de corrida e percorrer o labirinto em busca de Queijo, que representava para eles alimento e bem-estar. Certo dia, devassando o labirinto, os dois homens e os camundongos encontraram no Posto Q o que parecia ser um estoque inesgotável de queijo!

Vendo aquilo, os homenzinhos ficaram fascinados. Nos primeiros dias após a descoberta, a rotina era acordar cedo e ir até o Posto Q para conferir se aquela grande montanha de queijo ainda estava lá. Com o passar dos dias, entretanto, eles se habituaram à fartura daquele posto e passaram a se acomodar. Guardaram seus tênis de corrida, agora desnecessários. Acordavam mais tarde, sem pressa, e caminhavam até o Posto Q. Depois de comer queijo à exaustão, voltavam para casa. E assim por diante, todos os dias.

Porém, o mesmo não acontecia com os dois ratinhos. De manhã, os camundongos calçavam seus tênis de corrida e iam até o Posto Q. Depois de restaurarem as forças, percorriam outras áreas do labirinto em busca de novas fontes de queijo, e só ao anoitecer voltavam para casa.

Certo tempo se passou, e os homenzinhos não notaram aquilo que os ratinhos já tinham percebido: o estoque do Posto Q estava chegando ao fim. Os homens acreditavam que tinham encontrado uma fonte infinita, porque há anos que iam lá todos os dias e encontravam queijo em abundância. Porém, um belo, dia... ouviu-se um grito a ecoar por todo o labirinto:

- QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO???

Inconformados, procuraram por todo o Posto Q, crentes que alguém devia ter escondido o queijo. Ao anoitecer, sem terem encontrado nada, os homezinhos voltaram para casa. No dia seguinte, certos de que o queijo tivesse reaparecido, voltaram ao Posto Q, que estava vazio. Gritaram, xingaram, e se revoltaram. Por quê? Para onde tinha ido o queijo que sempre foi deles? Por que tamanha injustiça?

Os camundongos, que nunca deixaram de procurar outras fontes de queijo, ao notarem que o Posto Q estava esgotado, se dirigiram a um outro local, onde sabiam existir outro tanto de queijo.

Os homenzinhos, por sua vez, repetiam todo dia o ritual de ir até o Posto Q para ver se o queijo tinha voltado para lá. E ao verem o local vazio, queixavam-se e diziam-se vítimas de um furto, de um golpe. A fome começava a fazer roncar a barriga. Até que um deles disse ao outro:

- Que tal se procurássemos queijo em outro lugar?
- Imagine! Aqui é o nosso lugar. Nosso queijo! Ele há de voltar, e então nossa vida voltará ao normal!

A discussão rolou, e ao ver que seu amigo continuava resistente, o primeiro homezinho calçou novamente seu tênis de corrida, pela primeira vez em muito tempo, e partiu em busca do queijo novo. E resolveu deixar mensagens nos muros, caso o seu amigo um dia resolvesse seguí-lo.


moral da história: curta o seu "queijo", mas jamais considere-o garantido para o resto da vida a ponto de fechar os olhos e "guardar o tênis de corrida". A vida não corre, voa, então é sempre bom estar de olho no "estoque" e saber a hora de partir em busca do novo.

Assim eu vejo a escola. Tá acabando, mas é uma etapa boa que ficou aí nas páginas viradas do nosso livro da vida. Vem coisas novas por aí, a história precisa continuar; e eu quero receber as novas páginas de braços abertos!

Fui. :)

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Galera! Tá aí um novo blog que eu fiz. Ele é...

FIRMEZINHA! ®
Uma novidade para quem gosta de novidades! Sempre trazendo à tona novos livros, bandas, filmes, blogs e o que mais seja interessante e por algum motivo não receba atenção da nossa querida imprensa.

Visite agora mesmo e ainda dê um pitaco! Tá esperando o quê? :)

domingo, 13 de julho de 2008

À medida que o tempo passa...

Aperte o play, relaxe e leia com calma. ;)

 Coldplay - Life in Technicolor









À medida que o tempo passa...


...e apenas à medida que o tempo passa, vamos ganhando a experiência necessária para fazer melhor aquilo que não fizemos como gostaríamos de ter feito.

...já não temos mais tanto medo do fracasso, talvez por já termos falhado outras vezes e termos visto que, no final das contas, o mundo não acabou e estamos aqui, tentando novamente.


À medida que o tempo passa...


...amadurecemos e corremos o risco de nos tornarmos exatamente iguais àqueles que criticávamos tempos atrás. Aqueles lá, que costumávamos dizer que "não sabiam nada".

...descobrimos quem são os verdadeiros heróis. E muitas vezes estes não são os mesmos que aqueles que um dia já tomamos por ídolos.


À medida que o tempo passa...


...adquirimos mais serenidade e já não entramos em desespero quando um problema nos aparece. Nem ficamos tão eufóricos antecipadamente, colocando expectativas altíssimas em tudo e correndo o risco de nos frustramos seriamente.

...vamos deixando de lado as posturas ensaiadas e agindo mais do nosso próprio jeito. E enfim nos sentimos livres, como se tivéssemos nos desvenciliado de pesadas correntes, ao passo que tudo vai se tornando mais fácil e simples.


À medida que o tempo passa...


...descobrimos que o amor é uma lei universal. Não basta amar apenas uma pessoa. Não basta amar apenas aqueles que também nos amam. É preciso amar no infinitivo; viver com amor; colocá-lo em tudo o que fazemos, em cada palavra que dizemos, em cada gesto. E só assim é possível encontrar uma felicidade que não acabe ao final do dia, da festa ou do fim de semana.

...aprendemos a nos amar sem sofrer de inchaço no ego; a ter boa auto-estima sem precisar ficar cantando as próprias qualidades aos quatro ventos; a reconhecermos nossas falhas sem nos sentirmos inferiores e miseráveis.


À medida que o tempo passa...


...percebemos a efemeridade das coisas que o nosso mundo tanto dá valor. Usar apenas roupas de grife, andar em carros de luxo, fazer extravagâncias em festas ou buscar "amores de microondas" (rápidos de fazer, práticos e descartáveis) já não saciam a sede do nosso ser. É preciso algo menos superficial, que traga uma satisfação duradoura e verdadeira.

...vamos encontrando o equilíbrio, e então viver torna-se um prazer imenso e lúcido, uma aventura, uma encantadora possibilidade.

Estas são as minhas reflexões noturnas de domingo, depois de um final de semana maravilhoso.

Abraços do Raul (:

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fazendo valer!

Novamente peço desculpa aos amigos blogueiros, porque como sou um dos que mais falam que "a nossa Cena Blogueira está ficando anêmica", eu deveria estar exemplarmente comprometido com ela, entretanto, sou o que menos tem atualizado o blog e passado para visitar os de vocês.

Mancada hein? Tenho que dar um jeito em mim mesmo...

Mas vim aqui hoje para dizer o que acontece, responder a mim mesmo perguntas que fiz. Sobre o post anterior, gostaria apenas de acrescentar que a situação ficou bem melhor do que eu estava prevendo. O clima se amenizou, e apesar de um rolinho ou outro, tudo ficou bem.

E a novidade da vez: os "compositores de noite mal-dormida" da escola estão unindo as forças para armar um Festival de Música no Externato. Então, se a dor de cotovelo, o aquecimento global ou a má fase da seleção estão te tirando do travesseiro, pegue papel e caneta e comece a compor, para poder participar do evento!

A escola nunca teve isso, assim, organizadamente. Sempre houveram as Bandas, que pipocavam ora aqui e ora ali, fazendo um barulhinho no intervalo. Mas a idéia dessa vez é realmente botar a gurizada pra compor e tornar isso uma espécie de tradição, algo que envolva os alunos durante o ano todo! E para não correr o risco de virar uma "disputa de egos", a proposta vem acompanhada da solidariedade. Sozinho com o violão? Só se você quiser, porque todos os participantes vão se ajudar mutuamente, fazendo arranjos, acompanhamentos, segundas vozes, etc. Não é o máximo?

Esse é meu último ano lá, e é assim que eu quero fazer valer. Entendo o fato de a maioria superdimensionar a importância do baile e da viagem à Porto, e passar o ano todo fazendo sacrifícios para tornar isso tudo realidade. Mas eu sempre fui do contra, né? O que eu quero é ajudar a começar um projeto que eu espero que vire parte da rotina dos futuros navegantes daquela escola...

Vou indo nessa, e pra não dizer que não falei das flores...
"Sê como o sândalo, que perfuma o machado que o fere."
Provérbio

Um amigo meu, um dos mais inteligentes e nobres de coração que já tive a oportunidade de conhecer, me disse uma coisa que eu nunca vou esquecer. Que a vida não é como uma equação de matemática, em que menos com menosmais. Isso quer dizer que, ao se pagar o mal com o mal, o erro com outro erro, uma agressão com outra, que não se espere um resultado positivo.
Vamos, vamos colocar mais amor no coração desse mundo!

Fui :)