sexta-feira, 14 de março de 2008

Depósito na Poupança Mundial

Quando um jovem casal, ainda planejando o primeiro filho, vai até um banco e pede ao gerente para abrir uma poupança, é porque sabe que o futuro se constrói, pouco a pouco, pelo que se faz no presente.

Proponho então que seja aberta uma poupança mundial. Não, não de dinheiro, mas de atitudes. E vou lhe explicar como funciona.

Nós temos, em primeiro lugar, que assumir o compromisso. Iremos realizar os depósitos todos os dias. Não vale inventar desculpas, é preciso que sejamos rigorosos quanto a isso.

O que podemos aplicar nessa poupança? Bom-dias, obrigados, sorrisos, abraços. Gestos de simpatia e amizade são um ótimo investimento, e não custam nada! Podemos também adquirir o hábito de separarmos o lixo orgânico do lixo seco reciclável; nem precisa separar por material, pois existe gente que vive de fazer isso. É saldo positivo na nossa poupança global!

E o mais legal de tudo: essa poupança não é individual, e sim de todo mundo! Quanto mais gente estiver aplicando junta, mais ela vai render lucros para o mundo! E esse lucro será dividido entre todos os que colaborarem... porém, nada mais justo que cada um receba os lucros proporcionais ao quanto investiu. Então, quanto mais aplicarmos, mais temos a receber! No entanto, não pense que é uma competição. Todos vão ganhar, conforme houverem investido.

Precisamos lembrar, contudo, que cada atitude negativa é, por sua vez, uma retirada que efetuamos nessa poupança. Ofensas, inveja, fofoca, desperdício; são como contas que irão ser descontadas no saldo do mundo, e isto prejudicará não só a você, mas todas as pessoas. Então, quando você deixa de desperdiçar água, por exemplo, pode a princípio não estar realizando um depósito... mas já não está mais fazendo uma retirada! O que já é um ótimo começo.

Por fim, devemos fazer um acompanhamento diário das nossa aplicações. Quantas atitudes positivas eu depositei hoje, na Poupança Mundial? Quantas "contas" eu fiz? Estou depositando mais do que retirando, ou as dívidas que faço são maiores que as minhas contribuições?

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Podemos fazer isso para tornar um lugar melhor este em que vivemos?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Aula de Biologia

O corpo humano é composto por órgãos, com seus respectivos tecidos; e estes, por suas células.
Aprendi isso na minha aula de Biologia. Durante a explicação, a professora nos mostrou vários tipos de células, e ensinou que cada uma tem uma função no corpo. Uma transporta gases, outra compõe a estrutura do osso, outra carrega informações genéticas para poder reproduzir o ser vivo. Todas elas existem apenas porque servem para alguma coisa. Sendo assim, todas são importantes para o bom funcionamento do organismo.

E o organismo é um patrão exigente. Ele "contrata" células para realizar determinadas tarefas, e se por acaso alguma não está desempenhando sua função, ele logo trata de "expulsar" aquela célula do corpo; pois a lei predominante é a da utilidade.

A professora de Biologia normalmente pára por aí. Mas o aluno atento irá observar que este conceito de não serve apenas para as células. A lei da utilidade também está presente na vida.

Alguém que não conhece o significado da palavra 'facilidade', pois nasceu em uma favela e cresceu convivendo com a necessidade e a privação, pode ser mais feliz que um jovem rico e educado nas mais conceituadas escolas de Brasília. Parece controverso, mas o primeiro está tão ocupado em buscar um futuro melhor que mal sobra tempo pra sofrer. Enquanto isso, gente que 'aparentemente' tem tudo está dormindo à base de remédios, tomando antidepressivos de café-da-manhã e enriquecendo terapeutas por aí, dizendo que Deus não existe e que a vida não tem sentido. E o motivo dessa infelicidade é tão evidente quanto a falta de um objetivo na vida da pessoa.

Tendo isso tudo anotado, o bom estudante faz a análise e se depara novamente com a... lei da utilidade!

"Aí está a natureza, onde tudo tem um porquê e um objetivo, dizendo à célula inativa que ela precisa fazer a sua parte no todo para poder continuar ali..."

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Muitas vezes nós sofremos literalmente à toa. Simplesmente pela falta de uma ocupação proveitosa do nosso tempo, sobra tempo demais para nos preocuparmos com bobagem. E a sensação de vazio é o sinal da natureza, nos relembrando que há muito a fazer, e devemos cumprir com a nossa parte.

Ser útil é um dever, colaborar é um prazer!

Assistimos na TV tanta gente passando fome na África, e gostaríamos de poder fazer algo...
Vemos os órfãos da guerra e desejamos ajudar, mas não sabemos como...
Ouvimos falar da seca nas regiões áridas do Nordeste, e mesmo lamentando, não temos como resolver...


...mas não precisamos ir tão longe. Existem vários lugares perto de você precisando de uma forcinha sua. Seja para servir um prato de comida, ensinar dança, montar cestas básicas, contar uma história... quando há boa-vontade o trabalho aparece!

Lembremos sempre que somos sócios do planeta...

Aviso:

O azul-marinho mudou de domicílio.

Favor enviar as correspondências, cartões-postais, encomendas e a assinatura do jornal para o endereço abaixo:

http://raul-au-lait.blogspot.com


Gradicido.